Jardim

Publicado: outubro 14, 2009 em Uncategorized

“Deus havia plantado um jardim no Éden, para os lados do Leste,

e ali colocou o homem que formara “

( Genesis 2.8 )

” Se toda a poesia numa palavra

Eu ficaria com JARDIM

E um tipo só de arbusto ali se lavra

O Alecrim “.

( Sobretudo quando chove, A Volta do Filho Pródigo )


No começo era um Jardim. Depois a Cidade. O primeiro jardim foi feito pelas mãos carinhosas de Deus. A primeira cidade, pelas mãos sujas de sangue de Caim. No Jardim de Deus havia Beleza ( ” árvores agradáveis aos olhos ” Gn 2.9 ) e Alimento ( “… e boa para se comer ” ). Na cidade de Caim, culpa, alienação, solidão, medo e uma peregrinação amaldiçoada – ele se refugia, exilado, na Terra de Node. Node , em hebraico, significa algo como ” peregrinação “. Que diferença do sentido de ” Éden “: עדן, prazer, deleite. Por que desde Caim preferimos vagar sem direção ou invés de desfrutar do prazer da comunhão – com Deus, conosco mesmo e com o outro?

Nesse feriadão de 12 de Outubro fomos para um Éden, uma acampamento em Tatuí, interior de São Paulo. Cerca de 150 pessoas, entre adultos e crianças. O verde do lugar, o ar puro, as caminhadas ao redor do lago, os mergulhos na ( água fria da ) piscina, comer juntos, cantar juntos, orar juntos, tudo foi aos poucos mudando nossa mente e coração de modo que o stress do dia-a-dia esfumaçado de Node foi saindo e a paz do Éden preenchendo os espaços vazios do coração.

Lá fez como nunca sentido a expressão do Livro de Gênesis ” Deus falava com o homem na viração do dia no Jardim do Éden ” . Que coisa arrebatadora mais arrebatadora é apreciar o entardecer e receber um abraço de Deus enquanto o sol bate o cartão !

É claro que não dá pra conversar pessoal e longamente mente com 150 pessoas, brincar com 150 pessoas, ter uma conversa de alma, olho-no-olho com 150 pessoas, mas puder fazer isso com alguns. Moreno, um adolescente novo na Comunidade. Que bom almoçar ao seu lado umas duas vezes, vê-lo brincar de coração com meu caçulinha,  Pablo. Zózimo e Magda, um casal que conhecia só de olhares nos Domingos comunitários. Seu humor e alegria ficarão comigos por semanas. A partilha da Lectio Divina em um pequeno grupo de 6, 7 pessoas me permitiu conhecer a Cleuza, uma senhora inteligente e cheia de vida ( não sei ainda sua idade : por fora, uns 60 e poucos . Pela convesa, mais jovem que muito jovem ). Apresentar meu amigo Tico, o pastor-preletor, aos amigos da Comunidade foi uma alegria à parte. Como é bom apresentar amigos à amigos. O Gustavo Bonisson e família já são parte da minha vida e da vida dos meus amigos. Amizade nova que parece velha de tão forte , de tão fácil, de tão boa. Ouvir um cd com o material que o Emerson está gravando om VPC. eu , ele e o Isaías no carro, um momento de eternidade. O choro do Ailton , no grupo pequeno do encerramento… Como não se maravilhar diante dos Sinais da graça?

O olhar de pastor é comprometido com o além das aparências.

Quando olhava para a multidão reunida, via casais que já estiveram meio ou muito rompidos adorando lado a lado, felizes.  Via amigos que abracei deprimidos e em crise de fé com as mãos erguidas em adoração ao Deus Triúno da Graça. Isso vale mais do que qualquer outra coisa – a alegria de experimentar Deus agindo na vida de gente que a gente ama. Alegria de pastor é alegria santa, amigos.

Mas o Jardim não deve ser geográfico. O Jardim  deve ser plantado nas redondezas da Alma.

O Jardim é dentro de mim, se eu cultivo as flores da espiritualidade, os arbustos da devoção, as árvores da comunhão verdadeira, profunda, sadia e calma. Nas sacadas da minha semana corrida, cultivarei um canteiro de rosas – os abraços que darei nos meus amigos. Nos quintais dos meus dias apertados semearei gerânios de orações simples e constantes. Nos caminhos das minhas jornadas diárias como pastor e pai, arrancarei as ervas daninhas que são : a pressa, a superficialidade, a falta de confissão, de descanso, de lazer – nem que seja ler o caderno de esportes no almoço, nem que seja dar uma volta olhando vitrines no fim da tarde, tomando um expresso na padaria em que eu chamo as pessoas pelo nome ( “Ed ! Antônio ! Rita ! Seu Martinho. Como estão as coisas? ” )

Pequenas sementes dão grandes árvores.

Que a árvore da santidade e a planta da sanidade, nosso tema lá, floresçam onde plantei : na terra arada, ainda que ressequida , na terra fertilizada, ainda que pelo meu choro, na terra da terra do meu coração.

Gerson

Criançando

DSC05142

Luau

Luau 02

Singing

Artesãs

O Lago

Na sombra

Simão Pedro

Roda de amigos

( Aguardem mais fotos e textos – as de hoje foram feitas pelas Cinha – as das crianças – e pelo Dé Ferian. Obrigado! )

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comentários
  1. Neide Teixeira disse:

    Foi mesmo DEMAIS!!!!!!!!
    Encantador…para ser mais exata.
    Beijinhos.

  2. Roveri disse:

    … e continuamos dizendo que precisamos ter uma experiência verdadeira com Deus para sabermos que somos d’Ele … Depois deste fim de semana, acredito que – estou pronto – O senhor não só nos visita, mas está sempre conosco (e desta vez participante !) Claro que posso dizer que sou bem aventurado. Estou Felicíssimo.
    Amém

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